AC ou DC: qual carregador faz sentido para cada operação
A escolha não começa pela potência. Começa por quanto tempo o carro fica parado no lugar onde vai carregar.

Quase toda conversa sobre recarga começa pela pergunta errada: qual é o carregador mais potente? A pergunta certa é outra. Quanto tempo o veículo fica parado onde ele vai carregar?
Essa resposta define se o projeto pede recarga em corrente alternada (AC), em corrente contínua (DC) ou uma combinação das duas. E ela muda tudo: o custo do equipamento, a obra, a energia contratada e a experiência de quem usa.
Recarga AC: para quem fica horas no lugar
Na recarga AC, quem converte a energia é o próprio carro, pelo carregador de bordo. Por isso a potência entregue costuma ser menor e o tempo de recarga, maior. Em contrapartida, os equipamentos são mais simples, a instalação é mais leve e a demanda de energia do local cresce menos.
Ela faz sentido onde o veículo fica parado por horas: estacionamentos de empresas, condomínios, hotéis e bases de frota que recarregam durante a noite.
Recarga DC: para quem precisa sair rápido
Na recarga DC, a conversão acontece dentro do carregador, que entrega energia direto à bateria. A potência é bem maior e a recarga leva minutos, não horas. O equipamento é mais robusto e a obra costuma exigir mais da infraestrutura do local.
É a escolha natural para eletropostos, corredores de viagem, varejo com parada curta e frotas que precisam voltar para a rua entre um turno e outro.
Três perguntas antes de decidir
- Quanto tempo, em média, cada veículo fica parado no local?
- Quantos veículos precisam carregar ao mesmo tempo nos horários de pico?
- Qual é a energia disponível hoje e quanto custa ampliar?
Na maioria dos projetos, a resposta não é um ou outro. Uma base de frota, por exemplo, pode combinar vários pontos AC para a noite com um ou dois DC para emergências e janelas curtas.

